Ser dador de Medula Ossea..

08:08 / Publicada por Vint /

Meus amores dia 28 vou-me inscrever como dadora de M.O, vou lá chegar preencher um questionário (demora 5 min a preencher segundo eles:p) e a seguir são logo as análises..
Há alguem interessado em vir tambem? Nesse dia é só o questionário e sangue.. depois fica-se na base de dados...

Fiquem lá com as infos, qlqr coisita é só perguntarem. Bjos.
(já agora.. eles dão justificação para o emprego caso seja no horário de trabalho)


O primeiro objectivo do CEDACE é encontrar dadores voluntários que desejem doar
células de medula óssea, a doentes que podem ser tratados pela transplantação destas células. Por isso, se tiver entre 18 e 45 anos, contamos consigo para participar no Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE) como potencial dador de medula óssea.



Encontrar um dador compatível é uma tarefa muito difícil pois as pessoas são geneticamente muito diferentes. Por isso, o CEDACE está integrado numa base de dados internacional contendo dadores doutros registos, permitindo assim aos nossos doentes o acesso a medulas de dadores provenientes de Portugal ou de outros países. A sua doação também pode ser efectuada para qualquer doente português ou estrangeiro que necessite de uma transplantação de medula óssea. Só o esforço de cooperação internacional permite uma maior eficácia na obtenção de uma medula compatível e assim salvar a vida de muitos doentes.

Se quiser participar neste programa, deverá ler toda a proposta do CEDACE e depois deverá preencher o pequeno inquérito médico apresentado em anexo. O inquérito destina-se não só a proteger o dador, mas também o doente de eventuais doenças transmissíveis. Uma vez avaliado por um médico, e se não forem encontradas contra indicações, o CEDACE fará análises para determinar as características tecidulares dos seus leucócitos (chamada tipagem HLA). São estas características que vão permitir avaliar a compatibilidade entre os tecidos humanos e por isso a compatibilidade entre o potencial dador e o doente, antes deste poder vir a receber a medula óssea.


A determinação do HLA requer a colheita de um pouco de sangue da veia do braço, mais ou menos 20 ml, a partir do qual serão também estudados alguns marcadores virais para avaliar se é portador de doenças transmissíveis.

Como deve compreender, este registo e a tipagem HLA, são apenas a primeira etapa na doação da medula óssea. No computador ficam registados os seus dados pessoais, a tipagem HLA, e a informação de que é um possível dador de medula óssea. No caso de aparecer um doente que tenha compatibilidade tecidular consigo, então irá ser necessário fazer mais uma pequena colheita de sangue para novos testes de compatibilidade. Estes serão mais precisos do que os primeiros. Se estes indicarem que há uma perfeita semelhança entre si e o doente, então será feito um exame médico e só depois será feita a colheita de medula óssea.

A colheita de medula óssea poderá ser feita de duas formas diferentes.

Numa delas as células são colhidas por uma técnica chamada citaférese, na qual é possível colher as células a partir de veias periféricas no braço, num processo rápido e simples. Neste caso, o sangue retirado da veia do dador passa através de um aparelho que remove apenas as células necessárias para o transplante, devolvendo novamente as restantes células e plasma ao dador. Neste caso para que as células da medula sejam mobilizadas para a periferia é necessário que o dador faça um tratamento com injecções subcutâneas de uma substância chamada factor de crescimento. Este factor de crescimento é uma substância fisiológica que todos nós produzimos diariamente e principalmente quando é exigido ao nosso Sistema Imunitário que responda a uma infecção, por exemplo.

Na outra forma a colheita de medula óssea é feita no bloco operatório, sob anestesia, por punção dos ossos da bacia. Neste caso há que recorrer a um pequeno internamento de cerca de 24 horas. Não tem riscos para além da pequena anestesia a que é sujeito e poderá eventualmente sentir alguns incómodos no local da picada durante um ou dois dias.

O dador poderá sempre optar pela forma de colheita e a cada etapa deste processo ser-lhe-á dada informação sobre o que se vai passar e tem sempre a oportunidade a qualquer momento de continuar ou desistir.

2 comentários:

Anónimo on 21 de novembro de 2007 às 13:57

apesar de nao ter medo de mt coisa, ja sabes do meu terror a medicos e a tudo a que deles deriva. por isso nao contes cmg, infelismente a coisas que nao posso controlar e este caso e um deles. so de ver a discriçao arrepiei-me de tal maneira... jinhos Mario

Comment by The Animal on 21 de novembro de 2007 às 13:57

Sei de um caso de uma rapariga no Estoril que era dadora, um dia saiu de casa...nunca mais apareceu...suspeita-se e digo suspeita-se porque nunca conseguiram provar nada, nem encontra-la sequer, mas dizia eu..suspeita-se que tenha sido raptada por causa de ser dadora... ou seja, tinham os dados dela no hospital...apareceu alguem com guito a percizar de algo, toca de tratar disso...isto é tudo suposições claro!

Mas não se esqueçam que conforme a lei actual todos somos dadores, quem não o quiser ser é que tem de ir dar conhecimento disso ;)

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