Quando o desespero chega ao ponto de se ter falta de ar à que procurar parar, parar de pensar, de agir, de racionalizar, de tentar solucionar...
Quando chegamos ao ponto de quase chorar por desespero à que parar, parar de dar importância, parar de entrar em pânico...
Hoje, posso dizer que desesperei, mas isso foi apenas por breves momentos , foi durante aqueles breves momentos antes de simplesmente parar....
Eu hoje parei... e respirei...
E agora aguardo, aguardo pela nitidez daquele sussurro presente entra as sombras...
42º Evento SOSAnimal - Guia
O SOSAnimal, em conjunto com a Casa da Guia de Cascais, vai realizar no próximo dia 10 de Maio de 2008 (Sábado), o 42º evento “SOSAnimal - Guia”, na Casa da Guia em Cascais.
A tenda do SOSAnimal vai estar junto ao Parque de Estacionamento interno da Casa da Guia.
Horário: das 11:00 às 17:00
"Temos muitos animais para adopção, cães e gatos.
Pedimos aos colaboradores que puderem comparecer para ajudar, que apareçam!
Estaremos também a recolher donativos.
Eis a lista dos materiais que necessitamos:
*Medicamentos diversos para animais;
*Desparasitantes em pasta, comprimidos, sprays, etc;
*Cobertores, mantas, toalhas, etc;
*Cestos, alcofas, comedouros, coleiras e trelas;
*Utensilios e produtos de limpeza, tais como:
*Vassouras, esfregonas, baldes e pás;
*Sacos do Lixo,
*Lixivias, detergentes, trigene e outros;
*Rolos de papel de cozinha, Toalhetes humidos para bebé, pó de talco;
*Alcool, betadine e outros desinfectantes;
*Sacas de ração para Cão e Gato;"
Como lá chegar:
Morada: Quinta de S.José da Guia, Estrada Nacional 247
2750-374 Cascais
(É a estrada que vai do Guincho para Cascais - sempre junto à costa, quase a chegar a Cascais)
Se tiverem algum destes materiais que queiram ou possa mdar mas não querem lá ir podem-me entregar a mim que eu vou lá.
Thanks =D
Espero que os 10 eur de gasolina que metemos no depósito do BMW 318 1.6 que o sr teve a amabilidade de roubar daqui da porta tenham sido o suficiente para chegar ao seu destino.
Mas com toda a sorte que lhe desejo espero sinceramente que lhe nasça um pessegueiro no cú, mas daqueles tão grandes só mesmo dignos de filhos da sua mãezinha como o senhor!
E desejo-lhe sinceramente isto, porque se isto não acontecer garanto-lhe, há-de ser amputado dos ombros para baixo e no que depender de mim, muitas horas irá passar em frente à televisão a ver filmes porno...
Ah mas como lhe desejo bem, só espero que no dia em que for parar à choldra apanhe lá um daqueles com um brinquedo de 2m de diametro para lhe ir ao dito a seco!
"Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Acreditarmos que somos pequeninos não ajuda o Mundo." - Nelson Mandela.
Etiquetas: CitaçãoMas oiçam mesmo bem, mas mesmo, mesmo, mesmo bem não é todos os dias que vos dão uma dica destas...
"hoje não, doi-me a cabeça..."
Muitos com certeza já ouviram esta famosa expressão, é vê-la nas novelas, nos filmes, os amigos a contarem as amigas, as amigas a dizerem ás amigas, enfim, um diz que disse desgraçado por aí fora... Ora pois bem, esqueçam, da próxima vez que a vossa gaja, gajinha ou mulher para os mais púdicos, se queixar deste mal, arregacem mas é as calças... ou melhor, tirem-nas... Afinal Sexo é o melhor antípiretico que existe uma vez que estimula o ... olha não me lembro do termo ciêntifico que isto da velhice já pesa... mas pronto, estimula a produção lá de uma cenita XPTO que actua como analgésico!!!
Por isso meninas, acabou-se a dor de cabeça, ou arranjam outra desculpa ou troquem de gajo, se for esse o mal da dita...
Mas acreditem que isto é verdade, li em tempos numa daquelas revistas crediveis (não não estou a falar da mítica revista Maria, essa enciclopédia de sabedoria).
Agora cuidado é com os Benurons...
Porque tenho um blog...
tudo começou por um desafio, à alguns anitos atrás tinha a mania de enviar emails matinais aos meus amigos, neles contava as peripécias da minha viagem matinal rumo ao trabalho A5 fora, num pára arranca desgraçado, em que me divertia a olhar os outros condutores, construía historias de vida e enfim, muitas vezes também me deparava com situações caricatas! A dada altura, um desses meus amigos, leitor ávido dos emails (pelo menos quero acreditar nisso!) sugeriu que eu deveria escrever um blog... fiquei a matutar naquilo e nasceu o "Nada acontece por acaso"...
O tempo passa e actualmente conto já com cinco Blogs e a escrita continua!!!!!! Se a dada altura eles eram o meu refugio para o tédio, hoje em dia mal tenho tempo para desfrutar do prazer que eles me dão!
Porque o(s) mantenho...
Porque sim, porque posso, porque a escrita me dá gozo, porque gosto de saber que "me lêem" no fundo... Por ser um escape, por ser um espaço de partilha, seja de sentimentos, pensamentos, graçolas ou mesmo coisas sem nexo... Talvez por serem refugios a uma mente demente.
Porque sigo o blog que me desafiou...
Ahhhhh, ora vamos lá ver... sigo o blog que me desafiou porque não sei porquê, mas acho que a das neves conhece a Bom Pecado, não sei diz que sim! Fora isso lá vai a malta dando umas risadas!
A Bom Pecado,quer que responda a três perguntitas que tambem lhe fizeram a ela!
Está bem mulheri! Eu respondo de bom grado.. já que tambem não estou a fazer nada aqui no trabalho...
* Porque tenho um Blog????
A pergunta adequava-se mais se fosse "porque tenho 3 blogs?" lolol
1º- Não tenho nada para fazer no trabalho.. e em vez de estar a babar-me do canto da boca a olhar para a mosca a voar escrevo e leio...
2º- É um sitio onde uma pessoa pode dar largas a certos pensamentos ou ideias, é tambem um sitio de brincadeira com os amigos (no bom sentido é claro :-p)
3º- Não tenho nadaaa para fazer no trabalho.. o tempo lá tem que passar de alguma maneira...
4º- Tenho oportunidade de ajudar uns bichanitos através dos blogs!
5º- Estar no trabalho sem fazer nada acreditem que é desesperante.. e fica-se com o cu quadrado do tempo que se está sentada!!
* Porque o mantenho????
Acho imensa piada à reacção de algumas pessoas para com alguns post's!
tenho imenso feedback através do msn (parvos.. os comentarios servem pa alguma coisa mas enfim)
E para além disso.. não sei se já tinha comentado... mas não tenho mesmo nada para fazer no trabalho... =/
* Porque sigo o Blog que me desafiou????
Porque realmente acho imensa piada ao blog, e não é por nada mas deve haver aí muita mulheri que até pensa como a bom pecado..
E eu admito.. sou tarada (no bom sentido é claro) é como diz o Animal "és Pat entao és tarada.. e mais complicada.. as pats dao luta" LOL
E tambem... não faço nada no trabalho.. LOL
Agora falta a outra Pat responder se quiser:p
O blog foi premiado pela Bom Pecado!
Fiquei aqui toda emocionada, chego agora ao trabalho de madrugada e pimbas! toma lá de prémio! Assim sim vale a pena vir trabalhar!! Acordar cedo e aquelas tretas de deitar cedo tambem para crescer e tal e coisa e coisa e tal..
Bem, agora pensando no assunto .. não sei se já aprofundaram o tema do "deitar cedo e cedo erguer dá saude e faz crescer" , a mulher (ou homem) que se lembrou disto devia ter uma vidita sexual bacana...
Ora bem!
Se tivermos um companheiro(a) o que é que se quer?? deitar cedo é claro! Para quê? porque poderá "crescer" algo no home não é verdade?
E o que é que dá saude? Sexo! (está provado cientificamente não estou a inventar nada!)
E acordar cedo para quê ?? Pa festa começar outra vez... Epá.. é tudo tão claro agora.....
"... O Sexo é como um jogo de sueca.. ou tens um bom parceiro , ou tens uma boa mão.."
Diana, não poderia haver verdade maior.. lolol
"A força de uma língua não reside na unidade ortográfica ou lexical, mas sim na produção cultural."
Etiquetas: Citação
Está mesmo muito boa ! :D
Vale a pena lêr
Vale muito a pena ver os videos
Se quiserem começem pelo mais pequeno
O maior que é o da palestra, demora 76 minutos.
Randy Pausch
31.03.2008
O que diria aos seus alunos se soubesse que lhe resta pouco tempo de vida? Um tranquilo professor de informática norte-americano transformou uma tradição universitária em acontecimento mundial. A sua "última palestra" vai ser editada em livro para a semana. Por Ana Gerschenfeld
Randy Pausch sabe que vai morrer, mas não dentro de décadas, quando for velho e tiver netos. Pode morrer dentro de semanas, talvez meses - amanhã, até - e a menos que aconteça um milagre, morrerá antes do fim do ano. Aos 47 anos, este professor de Informática da Universidade de Carnegie-Mellon, em Pittsburgh, na Pensilvânia, craque da realidade virtual, casado e pai de três crianças pequenas, sofre de um cancro terminal do pâncreas.
Na sua universidade, existia uma tradição: os professores podiam "fingir" que estavam a morrer e proferir uma "última palestra", durante a qual tinham a oportunidade de transmitir aos seus alunos e à posteridade as lições de vida que achavam mais relevantes. Mas quando Randy Pausch subiu ao palco, a 18 de Setembro do ano passado, a morte não era uma hipótese remota para ele. Estava ali, tangível, quase no horizonte imediato.
Pausch começou por apresentar os resultados da sua última TAC abdominal e, apontando para as imagens em raios X, por dizer que, literalmente, não tinha muito tempo para viver: "Dez tumores no meu fígado [e outros no pâncreas], e os médicos disseram-me que me restam três a seis meses de boa saúde. Isso foi há um mês, portanto façam as contas." Acrescentou que, por incrível que isso fosse, naquele momento se sentia fantasticamente bem - e para o provar, fez logo ali, à frente de um público de 400 pessoas, uma série de flexões dignas de um ginasta.
Mas durante a hora que se seguiu, Pausch não falou da sua doença, nem da dor profunda que sente por saber que não verá crescer os seus filhos - e que provavelmente os dois mais novos (que têm quatro e dois anos, respectivamente) nem se irão lembrar dele em primeira mão. O mais velho fez seis anos há pouco. Quis falar, antes, de coisas "menos importantes" do que a mulher e os filhos ("dos quais não posso falar sem chorar"), isto é, da segunda coisa mais importante do seu ponto de vista. Daquilo que significa "realmente realizar os seus sonhos de infância". Foi esse o tema que escolheu para a sua última palestra.
Em poucas semanas, o vídeo da conferência, que foi primeiro noticiada por um jornalista do Wall Street Journal (que agora co-assina com Pausch o livro que vai ser lançado para a semana nos EUA) e depois difundida no YouTube, foi visto por mais de seis milhões de pessoas no mundo, da Alemanha à China. O olhar intenso, as sobrancelhas grossas, a cara de típico bom rapaz americano, o sorriso amplo, o sentido de humor, a sua energia e a vontade de viver e de lutar, a sua atitude perante a vida e a morte tocaram multidões.
Sonhos e paredes
Pausch apresentou a sua lista de sonhos de infância, que iam de "ganhar peluches gigantes nas feiras" (o que fez repetidamente) a "ser como o capitão Kirk" (personificado por William Shatner na série Star Trek dos anos 60). Olhando para o seu currículo de sonhos realizados, ele é de facto bastante impressionante. O que não significa que Pausch tenha sempre conseguido exactamente o que sonhava. Mas, mesmo assim, em muitos casos conseguiu e nos outros a alternativa foi tão boa ou melhor do que o sonho original. Muitas vezes, pareceu-lhe que estava a bater com a cabeça contra um muro quando tentava realizar um desses sonhos, mas isso nunca o desalentou.
Por exemplo, já professor, experimentou, com os seus alunos, o estado de microgravidade a bordo do chamado Vomit Comet da NASA (um avião que simula uma queda livre de cerca de 25 segundos, criando no seu interior as condições de "gravidade zero" do espaço). Previsivelmente, não conseguiu jogar no nível de topo do futebol americano (um outro sonho), mas adorou esse jogo enquanto amador e o desporto em geral - continuava, há semanas ainda, a andar uma hora de bicicleta por dia.
Durante uma sabática, foi trabalhar para a Disney Imagineering (outro sonho) na criação de mundos virtuais para os parques temáticos da Disney, mas quando lhe propuseram um emprego preferiu voltar para a vida académica (permanecendo no entanto como consultor da empresa, "o melhor de dois mundos", diz Pausch). Também recebeu há uns anos a visita de Shatner/Kirk no seu laboratório de realidade virtual de Carnegie-Mellon.
Só que os sonhos de infância não são a única segunda coisa mais importante: tão importante quanto isso é ajudar outros a realizar os deles. Aí também, Pausch conseguiu o que queria: criou e ensinou durante dez anos um curso multidisciplinar e inovador, intitulado Building Virtual Worlds, que foi um autêntico sucesso. Foi co-fundador do Centro de Tecnologias do Entretenimento da Carnegie-Mellon e fez Alice, um software educativo que pode ser utilizado até por miúdos das escolas para criar animações por computador - e ao mesmo tempo aprender a programar na linguagem Java.
A mensagem de toda esta história? "Os muros não existem para nos deixar de fora", diz Pausch. "Existem para nos dar a oportunidade de mostrar quanto desejamos uma coisa. Estão lá para parar as outras pessoas." No fim da palestra, deixou algumas lições, tais como "ouvir realmente as críticas dos outros", "trabalhar muito", "ser-se bom em alguma coisa, porque isso nos faz sentir que valemos algo". E para fechar, numa espécie de reviravolta dramática, perguntou: "Já perceberam qual foi o verdadeiro objecto da minha palestra? Foi como viver a vossa vida. Se a viverem da forma certa (...) os sonhos virão." Depois, à beira das lágrimas, uma outra adivinha: "Já perceberam qual foi o segundo objecto da minha palestra? É que ela não é para vocês, é para os meus filhos. Obrigado a todos e boa noite."
A doença no quotidiano
O cancro de Randy Pausch foi diagnosticado em Setembro de 2006. Ele e a sua mulher, Jai, pensavam que se tratava de uma hepatite, mas o exame revelou a extrema gravidade da situação. Pausch foi operado pouco tempo depois, tendo-lhe sido retirados "um terço do estômago, um pedaço do intestino, a vesícula biliar e um terço do pâncreas". Semanas depois, foi a Houston para se submeter a uma combinação altamente agressiva e tóxica de quimioterapia e radioterapia, regressando para a terminar em Pittsburgh umas semanas mais tarde. Recebeu, ainda, várias doses de uma vacina experimental. Tudo para tentar fazer com que os tumores não reaparecessem, para aumentar as suas hipóteses de sobrevivência. Uma página na Web (http://download.srv.cs.cmu.edu/~pausch/news/index.html">http://download.srv.cs.cmu.edu/~pausch/news/index.html) descreve ao pormenor como tem sido a sua vida desde então. A recuperação foi lenta, a perda de peso massiva, o cansaço extremo.
Apesar disso, a seguir à operação e aos tratamentos, Pausch acreditou que talvez estivesse entre os raros doentes que conseguem sobreviver a este cancro altamente letal durante cinco anos. A doença não parecia ter-se espalhado para o resto do seu organismo. A má notícia chegaria um ano mais tarde, em Agosto de 2007, quando a TAC (que fazia periodicamente) mostrou o regresso em força dos tumores. A partir daí, diz Pausch, "não há plano B". Apenas quimioterapia paliativa, um tratamento que consiste em medicamentos que travam, temporariamente, o crescimento e a progressão das metástases. "Depois disso, é difícil saber quão rápido será o declínio, e não é uma maneira particularmente agradável de morrer", diz Pausch na sua entrada de 15 de Agosto.
Foi nessa altura que os seus médicos lhe anunciaram que lhe restavam, no máximo, três a seis meses de vida de qualidade. Seis meses mais tarde, já em Fevereiro deste ano, Pausch escrevia no seu boletim de saúde online: "Faz hoje seis meses que me disseram isso. (...) ainda estou vivo (..) Hoje, andei de bicicleta (...) Vou continuar a divertir-me todos os dias que me restam, sejam eles muitos ou poucos." Viver um dia de cada vez, tentando ganhar tempo ao tempo, nem que sejam umas semanas ou uns meses.
Porém, o sofrimento físico e emocional que o cancro do pâncreas impõe é tudo menos divertido. E Pausch sabe-o muito bem. O cansaço extremo provocado pela cirurgia e os tratamentos - e sobretudo o facto de saber exactamente o que lhe vai acontecer quando os medicamentos deixarem de surtir efeito, são algo difícil de imaginar para quem não passou por isso.
Mas não para esta família: mal souberam que o cancro tinha regressado, Pausch e a mulher decidiram mudar-se com os filhos para Norfolk, na Virgínia, onde vive a família de Jai, em previsão dos tempos que estão para vir. Pausch trabalha por email e via Web a partir da sua casa, brinca o mais possível com os filhos, descansa e dorme quando já não tem forças para mais nada. "Jai e eu estamos a começar a considerar quais serão as nossas opções em termos de cuidados paliativos quando chegar a altura disso", escreve Pausch.
A quimioterapia paliativa teve de ser entretanto reforçada, em Janeiro de 2008, porque os tumores estavam a dar mostras de quererem voltar a avançar. E há pouco mais de duas semanas, foi preciso suspender todos os medicamentos porque Pausch sofreu, devido à sua toxicidade, uma insuficiência renal, insuficiência cardíaca e acumulação de líquidos à volta dos pulmões e teve de ser hospitalizado. A urgência médica já foi ultrapassada, não tendo aparentemente deixado sequelas permanentes. Na entrada de anteontem, 29 de Março, na página Web lê-se: "Estou claramente a recuperar energia; cada dia passo menos tempo na cama e estou a sentir-me globalmente mais "humano"."
A actividade tumoral, essa, tem vindo a aumentar lentamente, mas Pausch e o seu médico confiam que ele vai poder retomar em breve a quimioterapia. Pausch também se tem informado sobre outros tratamentos que poderia experimentar quando já nada do que está a fazer resultar. Mas são poucas as alternativas credíveis.
Um cancro "órfão"
O cancro do pâncreas vitima, por ano, dezenas de milhares de pessoas nos EUA e na Europa. Afecta mais os homens do que as mulheres, não há método de diagnóstico precoce e uma vez declarado, as hipóteses de sobreviver para além de uns meses são escassas. O actor Patrick Swayze, de 55 anos, anunciou há dias que tinha cancro do pâncreas - e antes dele vieram outras celebridades, como o pintor belga René Magritte (morreu em 1967), o trompetista de jazz Dizzie Gillespie (1993) ou o cantor de ópera Luciano Pavarotti (2007).
O cancro do pâncreas é aquilo a que se costuma chamar uma "doença órfã". Basicamente, é uma doença que não interessa os cientistas e para a qual não tem havido, portanto, grandes avanços terapêuticos. E se há uma coisa que enfurece Pausch (ele, que não se quer deixar abater pela sua trágica situação pessoal), é precisamente isso. Pausch tornou-se agora um activista da causa e começou a colaborar com organizações como a PanCan (pancan.org) para sensibilizar os políticos norte-americanos. Diz que quer ser o "Michael J. Fox do cancro do pâncreas", numa referência ao actor de Regresso ao Futuro que tem feito um intenso lobbying a favor da investigação da doença de Parkinson, de que padece.
Foi por isso que, apesar do seu estado de saúde das últimas semanas, Pausch não quis perder a oportunidade de ir a Washington, a 13 de Março, falar da sua doença perante uma comissão do Congresso. Com apenas oito minutos de duração, o clip de vídeo, disponível em http://download.srv.cs.cmu.edu/~pausch/, é um autêntico manifesto.
Ninguém fala deste cancro porque as suas vítimas "morrem demasiado depressa", explica Pausch. E os cientistas mais jovens e mais inovadores não estão interessados porque não há dinheiro para a investigação nesta área. Ora, sem eles, nunca haverá uma solução para esta doença. Já não chegam as quimioterapias e as cirurgias, o futuro passa pela genética. E se houver dinheiro para a investigação, Pausch acredita que, quando os seus filhos forem crescidos, haverá uma cura. Financiar intensivamente a investigação científica é o ingrediente necessário e suficiente para que as coisas aconteçam, disso não tem dúvida. Ele próprio é investigador e sabe como as coisas se passam.
Antes de a audiência terminar, Pausch puxa de uma fotografia da família e apresenta-a com uma emoção mal contida, desenhando setas com um marcador vermelho: "Dylan de seis anos, que adora dinossauros; Logan, quatro anos (...) e Chloe, dois anos. (...) E esta é a minha viúva."
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PRETA E SOLTEIRA Procuro companheiro macho, a origem étnica não é importante. Sou muito boa fêmea e adoro BRINCADEIRAS. Gosto muito de passeios nas matas, gosto de andar de jeep, de viagens para caçar, acampar e pescar, de noites de inverno aconchegadas junto à lareira. Jantares à luz de velas fazem que vá comer-lhe à mão. Quando voltar a casa do trabalho esperá-lo-ei à porta, vestindo apenas o que a natureza me deu. Telefone para 218756420 e pergunte pela Micas. Aguardo notícias suas..
RESULTADO DO ANÚNCIO: Mais de 15.000 homens deram por si a telefonar para a Sociedade Protectora dos Animais - Secção de Caninos....
(Sim era um anuncio de adopção de uma cadela abandonada.. )

